Marco Aurélio do Araripe
Marco Aurélio nasceu no sertão ouvindo o mundo como música. Cresceu entre o canto do galo, a sanfona do pai e a viola do avô, com um dom raro: um ouvido capaz de captar a dor escondida por trás de qualquer som.
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Mas todo dom tem seu preço, e uma primeira decepção o convence de que sentir demais também é sofrer demais.
Ele deixa o sertão em busca de "outro ritmo, outros acordes, outro tom" — e encontra, na cidade grande, algo inesperado: o próprio nome, escrito num quadro de aula, ecoando um imperador que também aprendeu, à sua maneira, a governar a si mesmo.
Entre amores, perdas e reencontros que chegam na hora certa, Marco descobre que amadurecer não é silenciar o passado, mas aprender a escutá-lo sem se perder nele. Quando antigas dores voltam a bater à porta, ele se vê diante de uma escolha inevitável: continuar fugindo ou, finalmente, olhar para dentro.
Um romance estoico sobre música, sertão, perda e recomeço — onde o amor ensina, a dor organiza, e o silêncio, enfim, revela quem somos.